Desafios e oportunidades para as exportações do agronegócio brasileiro

Comunicação Estratégica

February 19, 2015

O Brasil é um país rico em termos de produção de alimentos, sendo o agronegócio responsável por aproximadamente 9,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Além de gerar empregos, este setor movimenta a economia, tornando-se o maior em valor bruto de produção da indústria e desempenhando papel importante na geração de saldo comercial positivo. O agronegócio, cujas exportações cresceram 478% entre 2003 e 2014, se tornou ainda mais fundamental para a balança comercial brasileira que, no ano 2014 registrou seu primeiro déficit desde o ano 2000. Além disso, atualmente, a indústria de alimentos representa 13% da mão de obra empregada formalmente no Brasil e está em franca expansão com crescimento obtido de 4,7% no ano de 2014.

O consumo interno também teve um forte aumento. O aumento da classe C, aliado ao fato de que o nível de desemprego no País apresentou números baixos nos últimos anos, e o crescimento de áreas da indústria, permitiu que o consumo no Brasil continuasse avançando. Em particular, enquanto o consumo de produtos básicos, como arroz e feijão, tem acompanhado o aumento populacional, a maior renda dos brasileiros puxou o consumo interno de produtos de maior valor agregado, como carnes e derivados do leite, vinho e outras bebidas alcoólicas.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), até 2020 o Brasil deve ocupar o posto de 3º consumidor mundial de alimentos e bebidas, tendo em vista o crescimento da população. O agronegócio brasileiro tem consequentemente um potencial de crescimento interno bem como no exterior, muito elevado. O setor deverá, porém, necessariamente evoluir para lidar com desafios múltiplos, de natureza regulatória, que podem minar suas chances de sucesso e sua capacidade de satisfazer a crescente demanda interna, explorando ao mesmo tempo novos e velhos mercados no exterior.


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